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«Acreditamos que vamos encontrar uma excelente receção da TCL 10 Series no mercado nacional»

Publicado em 27 Abril 2020 por Claudia Sargento - Ntech.news | 1172 Visualizações

Portugal foi o país eleito para o lançamento dos TCL 10 Series, depois do sucesso alcançado com o TCL Plex, naquela que foi a estreia oficial e internacional da marca no segmento mobile.

Em entrevista ao Ntech.news, Patrícia Cavalheiro Dias, country manager da TCL para Portugal explicou os motivos de Portugal voltar a ser escolhido para o lançamento e deixou as perspetivas de adoção para os novos modelos, mesmo em tempos de pandemia. A responsável portuguesa lembrou ainda que a TCL enquanto marca do segmento mobile, chegou a Portugal em 2019 e a aceitação por parte da rede de parceiros e clientes finais tem sido excelente. Até então a marca estava representada apenas pela insígnia Alcatel.

Ntech.news – Como vê esta aposta da TCL no mercado de smartphones com a TCL 10 Series? 

Patrícia Cavalheiro Dias – O lançamento da marca TCL na área mobile, no final do ano passado, veio complementar o portefólio e apoiar o desenvolvimento dos excelentes resultados que o grupo já tinha vindo a registar nesta mesma área em Portugal com a marca Alcatel. A Alcatel tem, desde há muitos anos a esta parte, conquistado o reconhecimento dos portugueses pela qualidade dos seus equipamentos a preços acessíveis.

A entrada da marca TCL permite-nos capitalizar no reconhecimento existente e apresentar ofertas distintas para os segmentos até 200 euros, com a Alcatel, e acima dos 200 euros com os equipamentos TCL, mantendo a equidade na proposta de valor face à qualidade que os nossos produtos oferecem.

Quais diria que são as grandes mais-valias dos equipamentos que agora chegam ao mercado? 

P.C.D. – A TCL tem como grande missão democratizar a inovação na eletrónica de consumo e no mercado mobile, disponibilizando tecnologia de topo a preços acessíveis de forma a chegar ao maior número possível de utilizadores. Os equipamentos da TCL apresentam, por isso, uma das melhores relações qualidade/preço do mercado, disponibilizando a mais recente tecnologia e especificações técnicas que habitualmente encontramos apenas nos topo de gama, mas que no caso da TCL são comercializados num segmento de preço considerado de gama média.

É, por exemplo, o caso do ecrã Edge do TCL 10 Pro que no mercado apenas se encontra disponível em gamas de topo, e, no caso do TCL 10 Pro, é vendido abaixo dos 500 euros de PVPR.

Portugal foi o primeiro país a receber os smartphones 10 Series. Quais as condições que, no seu entender, justificam esta escolha por parte da casa mãe? 

P.C.D. – Na altura do lançamento do TCL Plex, Portugal foi escolhido para a short list dos primeiros países da Europa a receberem-no em primeira-mão, naquela que foi a estreia oficial e internacional da marca no segmento mobile.

O sucesso deste lançamento conduziu a que Portugal voltasse novamente a ser eleito para o lançamento dos TCL 10 Series. Esta aposta deve-se, em parte, ao consolidado reconhecimento que a marca Alcatel alcançou no mercado português, quer junto do cliente final, como de parceiros.

Outros fatores com peso na escolha de Portugal recaem também na quota de mercado e implementação da marca acima da média europeia, assim como na capacidade estratégica e operacional da equipa comercial, na robustez e fluidez da sua rede de parceiros, quer operadores como mercado livre, o que garante uma proximidade e confiança superior para lançamento de novos produtos.

Também a forma como em Portugal a marca trabalha a vertente retalho (nas lojas) com materiais diferenciadores, espaços de marca, promotores e campanhas impactantes, justifica a aposta da “casa-mãe” no nosso país.

A olhar para o mercado nacional

Como pensa que o mercado português vai receber esta nova oferta?

P.C.D. – Apesar das circunstâncias que vivemos atualmente à escala global, o facto é que em Portugal, os nossos parceiros não quiseram abdicar do lançamento que já estava previsto e por isso reforçaram o pedido para que a data de lançamento fosse mantida – Abril. É certo que, sob outro contexto, mas o TCL Plex contou e conta ainda com uma excelente aceitação por parte dos clientes finais em Portugal.

Acreditamos que vamos encontrar igualmente uma excelente receção da TCL 10 Series no mercado nacional graças à tecnologia que entregamos e a proposta de valor associada, mas também pelo apoio e dedicação dos nossos parceiros que comercializam estas nossas novidades em Portugal.

O adiamento do leilão do 5G pode trazer algumas dificuldades no mercado das telecomunicações e, nomeadamente, ao nível da comercialização do vosso equipamento neste âmbito? 

P.C.D. – O objetivo a curto prazo é focarmo-nos nos dois equipamentos que acabámos de disponibilizar em Abril, o TCL 10 Pro e o TCL 10L, continuando naturalmente a preparar o lançamento do modelo 5G para o início do verão. É certo que o adiamento do leilão 5G deverá ter algum impacto no mercado de telecomunicações, mas acreditamos que todos os equipamentos 5G que já estão a ser desenvolvidos por todas as marcas acabarão por ser lançados e, nessa altura,  todos os parceiros se vão empenhar a mostrar que têm as últimas tecnologias disponíveis.

Por outro lado, sabemos que o cliente final só irá valorizar verdadeiramente e em escala os equipamentos 5G quando, de facto, a tecnologia e rede estiverem implementadas em Portugal. Contudo, da parte da TCL continuaremos a trabalhar no desenvolvimento de mais modelos 5G, preparando-nos para o próximo ano e seguintes.

Qual o balanço que fazem de quase um ano TLC em Portugal? 

P.C.D. – A TCL Communication, sob a marca Alcatel, já se encontra presente em Portugal, há mais de 20 anos. Sob esta insígnia o balanço tem sido muito positivo com uma consolidada presença no mercado, uma oferta reconhecida por parceiros e clientes finais e confiança geral nos nossos produtos e tecnologias.

Já a TCL enquanto marca do segmento mobile, que chega a Portugal em 2019 com o lançamento do TCL Plex, é de facto, recente no mercado nacional. Ainda assim, a aceitação por parte da rede de parceiros e clientes finais tem sido excelente, de tal forma, que justificou a aposta no lançamento dos novos TCL 10 Series.

O negócio em Portugal

Qual o comportamento da empresa no ultimo ano fiscal?

P.C.D. – Relativamente a valores oficiais de receita, não temos autorização por parte do nosso top-management para partilhar este género de dados.

O que podemos adiantar é que a marca Alcatel terminou o ano no top-3 de marcas mais vendidas em Portugal, com uma quota de mercado em volume de 15% aproximadamente.

Quanto à TCL, tal como já tivemos oportunidade de comentar em anteriores pontos, teve uma aceitação muito interessante por parte do público português, facto que fez com que esta nova marca, apenas com um equipamento disponível em duas cores, tenha já conseguido ultrapassar algumas outras marcas do mercado apenas com três meses de vendas.

Quais as áreas de oferta TCL mais fortes em Portugal? 

P.C.D. – Neste momento as áreas mais fortes para a TCL em Portugal são o mobile com os smartphones, sob as marcas Alcatel e TCL, e Tablets, neste caso com a marca Alcatel. Para além de Smartphones e Tablets, comercializamos também, tanto no mercado livre como nos operadores, routers e wearables como kids’ watches e GPS trackers.

Lançámos também o ano passado no mercado português as televisões TCL, área que estamos a desenvolver continuamente, e se tudo correr bem este ano poderemos ter ainda mais novidades da marca TCL, nomeadamente na área da Linha Branca e do Som Portátil.

Fazendo um balanço, o que podemos esperar da TCL nos próximos meses, nomeadamente em Portugal? 

P.C.D. – No segmento Mobile o objetivo da TCL é continuar a fortalecer o seu posicionamento de mercado com as marcas Alcatel e TCL, mantendo não só uma quota em volume (acumulada nas duas marcas) de cerca de 15%, como também consolidando o top-3 em volume de fabricantes mobile em Portugal. Acreditamos que devemos manter a consolidação da Alcatel como a marca de referência dos portugueses nos segmentos de entrada e, simultaneamente, apostar no crescimento da marca TCL nos segmentos médios, entre os 200 e 500 euros.

Entretanto continuaremos a lançar muito mais produtos e tecnologias, quer no segmento mobile, quer na área de televisões e, eventualmente, criar novas áreas de negócio complementares.       


Publicado em:

Na Primeira Pessoa

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