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Cisco junta-se à Interpol para combater o cibercrime

Publicado em 22 Novembro 2017 por Ntech.news - Ana Rita Guerra | 349 Visualizações

A Cisco assinou um acordo de colaboração com a organização de polícia internacional Interpol, com o objetivo de partilhar inteligência sobre ameaças e desenhar estratégias de combate ao cibercrime.

A aliança será liderada pelo centro global de cibercrime Interpol Global Complex for Innovation (IGCI), em Singapura, e irá permitir a coordenação de uma abordagem focada na partilha de informação, com foco na deteção mais rápida de ameaças. As duas organizações pretendem apoiar programas para combater aquilo a que chamam de “cibercrime puro”, ajudando os países membros na identificação dos ciberataques e dos seus autores.

«A partilha de informações e conhecimento entre os sectores público e privado é vital no combate ao cibercrime», frisa Noboru Nakatani, diretor executivo da Interpol Global Complex for Innovation. «O acordo com a Cisco reforça a aplicação da lei nos 192 países membros, garantindo o acesso a importantes informações sobre ameaças digitais que nos ajudará, não só, a detetar ataques, mas também a preveni-los», indica, referindo que nenhum país conseguirá fazer isto sozinho.

A Cisco vai usar a sua experiência em segurança nesta aliança – a empresa bloqueia neste momento 19,7 mil milhões de ameaças por dia, através da Collective Security Intelligence.

Sofia Tenreiro, diretora geral da Cisco Portugal, frisa que as ameaças de cibersegurança estão a tornar-se cada vez mais sofisticadas. «Ao serem detetadas pequenas falhas na conexão de Wi-Fi ou telefone estamos a expor a rede global a uma ameaça», avisa, sublinhando que tal obriga a reforçar a segurança em toda a rede, não apenas nas extremidades. A parceria com a Interpol, diz, reflete a importância da colaboração com entidades de serviço público capazes de promoverem a proteção de todos os cidadãos.

O chefe de Segurança e Confiança da Cisco, John Stewart, acrescenta que apenas parte da resposta à sofisticação do cibercrime pode ser dada pela tecnologia; a outra parte passa pelo desenvolvimento das competências dos trabalhadores, contribuindo para um ecossistema mais forte.

A localização do centro em Singapura, onde o acordo foi assinado, também demonstra a importância da região do sudeste asiático no combate ao cibercrime. «Fazemos parte de uma região diversa com diferentes níveis de maturidade tecnológica», refere Naveen Menon, presidente da Cisco Sudeste Asiático. «Esta iniciativa representa um passo importante na criação de uma estratégia única para reduzir os riscos digitais e permitir o crescimento económico sem recear ciberataques ou ciberameaças».


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