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Como o setor tech está a mudar o jogo ESG

Publicado em 30 Julho 2025 por Ntech.News | 285 Visualizações

Numa altura em que se exige cada vez mais das empresas em matéria de sustentabilidade, o setor tecnológico está a responder, não com grandes gestos mediáticos, mas com ações consistentes, progressivas e ancoradas na realidade. O mais recente relatório Tech ESG Watch da GlobalData revela que, no segundo trimestre de 2025, as empresas tecnológicas reforçaram o seu compromisso com práticas ambientais, sociais e de governação (ESG), optando por abordagens pragmáticas que refletem os desafios geopolíticos e a rápida evolução tecnológica.

«As alterações climáticas são um processo lento, mas contínuo e a resposta do setor tecnológico também o é. Isto não é uma crítica, é um facto. Mas os esforços conjuntos para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, ter um impacto positivo nos mercados em que operam e manter padrões elevados de governação continuam a liderar o mercado», afirma Robert Pritchard, Principal Analyst, Enterprise Technology & Services na GlobalData.

Entre as iniciativas de sustentabilidade destacadas no relatório estão a reciclagem de equipamentos pela Virgin Media O2 Business, os compromissos com energia renovável da Maxis, e a adesão da NTT DATA ao World Business Council for Sustainable Development. «Nenhuma destas atividades tem um impacto significativo por si só, mas o efeito coletivo em todo o setor é substancial e demonstra um compromisso contínuo com o combate à crise climática», assinala Robert Pritchard.

O relatório também reconhece os avanços sociais promovidos pelas tecnológicas, apesar das resistências crescentes em torno das políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI). A aplicação de emergência m-mama, da Vodafone, que tem salvado vidas de mulheres em situação de parto complicado em África, e as bolsas de educação digital da Spectrum nos EUA são exemplos concretos de como o setor está a apoiar as comunidades locais.

Segundo Robert Pritchard, as Empresas tecnológicas sabem que podem fazer a diferença e que isso é benéfico para os seus clientes, colaboradores e marcas. «Por vezes, têm de recorrer a táticas pragmáticas, como retirar compromissos explícitos de DEI para garantir aprovação em processos de aquisição nos EUA, mas têm um dever para com os acionistas, assim como para com todas as outras partes interessadas», salienta o analista.


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