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Farfetch, um unicórnio português a caminho de Nova Iorque

Publicado em 7 Setembro 2018 por Cristina A. Ferreira - Ntech.news | 269 Visualizações

A Farfetch vai para a bolsa. O unicórnio português tem estado a preparar o processo de admissão à Bolsa de Nova Iorque e já são conhecidos mais alguns detalhes da proposta que vai apresentar aos investidores.

Os documentos oficiais mostram que a companhia fundada por José Neves pretende vender 37,5 milhões de ações, com um preço unitário de 15 a 17 dólares. Contas feitas, a operação renderá qualquer coisa como 563 a 637,5 milhões de dólares, o equivalente a 485 a 549 milhões de euros.

A Farfetch atua na área do retalho, focando-se em exclusivo nas indústrias da moda e beleza. Criou uma plataforma online onde estão sobretudo marcas de luxo, que por essa via chegam a um leque mais abrangente de clientes, sem terem de investir em infraestrutura própria.

A empresa foi fundada em 2007 e rapidamente consolidou posição no mercado onde se instalou, fazendo hoje parte do clube restrito de empresas tecnológicas europeias avaliadas em mais de mil milhões de euros, os chamados unicórnios. Foi aliás o primeiro unicórnio português e manteve o estatuto durante bastante tempo. Hoje já não está sozinha. Tem a companhia da Outsystems, que atingiu o mesmo nível de valorização.

Em 2017 as receitas atingiram os 386 milhões de dólares e a empresa contou com perto de um milhão de clientes ativos, em mais de 190 países. Integra cerca de três mil trabalhadores, sendo que mais de metade estão em Portugal, um dos dois países berço das operações. O outro é o Reino Unido.

A Farfetch vende produtos de 3.200 marcas, que pagam uma comissão pelas vendas realizadas através da plataforma. Prepara-se agora para abrir o capital a novos investidores e angariar mais recursos para continuar a fazer crescer o negócio.


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Negócios

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