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FCT da Universidade de Coimbra desenvolve sistema para industrializar impressão 3D de metais

Publicado em 28 Maio 2019 | 369 Visualizações

Uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveu um sistema de geração automática de programas de robot para fabricar peças de metal de geometria complexa, através de impressão 3D.

O trabalho está integrado no projeto europeu INTEGRADDE (Intelligent data-driven pipeline for the manufacturing of certified metal parts through Direct Energy Deposition process) que pretende criar uma solução automatizada de impressão 3D (manufatura aditiva) para componentes metálicos de médio e grande porte no ambiente industrial europeu.

O contributo da FCTUC para o projeto materializa-se num sistema que fornece as trajetórias que o robot deve executar, extraídas a partir de modelos 3D dos componentes a produzir. Ao automatizar processos vai reduzir drasticamente os tempos de programação dos robots e parametrização do processo. Estima-se que possa contribuir para aumentar em 25% a velocidade de produção de componentes complexos em pequenos lotes e tem a vantagem de poder ser aplicado em qualquer robot e em diferentes processos de manufatura aditiva de metal.

A impressão 3D com recurso a plástico é hoje usada já com frequência para fabricar protótipos. Ao contrário, «a manufatura aditiva de metal ainda está numa fase de desenvolvimento. As soluções existentes apresentam custos elevados» e exigem mão-de-obra e equipamentos especializados, explica Pedro Neto, coordenador da equipa da FCTUC (na foto).

Exatamente por isso «é grande a necessidade de robotização do processo para que este seja mais eficiente, quer em termos de custo, quer na qualidade dos componentes produzidos», acrescenta o investigador.

Criar um sistema que automatize e torne acessível a impressão 3D de metais vai abrir caminho à criação de peças de geometrias complexas que não podem ser criadas de outra forma. Entre os exemplos apontados pelo responsável está o fabrico de «componentes com cavidades internas e com menor massa».

O INTEGRADDE é financiado pelo Horizonte 2020 com 16 milhões de euros e liderado pelo Centro Tecnológico Aimen de Espanha. Envolve um total de 26 parceiros de 11 países. Os resultados do projeto vão ser demonstrados em cinco empresas parceiras do consórcio, dos setores aeroespacial, metalomecânico, moldes, metalúrgico e de construção civil.


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