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Em 2021 metade do PIB mundial vai ter origem em meios digitais

Publicado em 19 Outubro 2017 por Ntech.news - Rui da Rocha Ferreira | 695 Visualizações

IDC Directions 2017

«Neste mundo de mudanças dramáticas, o que precisamos de fazer para sermos bem sucedidos nesta economia de grande crescimento?». A questão é do vice-presidente da IDC, Frank Gens, mas não só. Muito provavelmente é também a questão de milhares de decisores de negócio de diferentes indústrias. O mundo está a mudar – os números não permitem que a questão seja colocada de outra forma.

Segundo o mais recente relatório da IDC, que vai ser divulgado na íntegra na próxima semana, em 2021 pelo menos 50% do Produto Interno Bruto (PIB) de todo o mundo vai ser digitalizado. Isto significa, segundo Frank Gens, que as tecnologias digitais vão transformar produtos, serviços, operações, cadeias de produção, cadeias de distribuição, operações internas e também vão afetar as próprias relações entre pessoas.

«Metade da economia global vai ser digitalizada. Isto é uma bomba relógio para todos os executivos no mundo. Se até 2021 não estiverem na área digital, então vão estar a competir pela fatia de mercado que é cada vez menor», salientou o executivo durante o evento IDC Directions 2017. «Temos de estar preparados para esta economia digital dramaticamente diferente».

Como?

A resposta vem através de um conceito que Frank Gens define como redes de inovação digital. Na prática as empresas devem procurar construir um grafo de inovação, devem ligar-se a outras empresas, às suas capacidades, ao seu código e aos seus dados, para que todos possam extrair inovação desse núcleo e possam vir para o mercado de forma rápida e escalável. «É uma nova forma de vida para as empresas no sentido de operarem na economia de inovação digital».

Esta fórmula já está a ser usada por várias organizações, grandes e pequenas, de diferentes sectores de negócio. Um dos exemplos que neste momento está entre os mais falados acaba por ser o da indústria automóvel – quase todos os grandes fabricantes já se associaram a uma ou mais tecnológicas no sentido de conseguirem responder às novas exigências do mercado, mas também para responderem à entrada de novos players que são mais fortes na área digital – como a Tesla.

«Prevemos que em 2019 vamos ver que dos orçamentos das empresas destinados para TI, 2,1 biliões de dólares são para financiar estes projetos de inovação digital», salientou Frank Gens. A IDC estima ainda que em 2021, as empresas e os fornecedores de serviços vão gastar 535 mil milhões de dólares – o dobro do valor que é gasto atualmente – em serviços de cloud e tecnologias baseadas na cloud.

«Independentemente do que for a próxima grande coisa, vai acontecer na cloud. Se não estivermos na cloud, como vamos encontrar inovação tecnológica? Não encontramos, pois agora a tecnologia vive na cloud», referiu o representante da consultora.

Por fim Frank Gens disse também que as empresas devem começar a apostar em interações através de serviços externos, por meio de interfaces de desenvolvimento de aplicações (API). Ao criarem as suas redes de API, as empresas estão a criar condições para que os seus serviços possam ser integrados e acedidos nas plataformas ou aplicações de outras entidades. Parte da resposta do crescimento passará obrigatoriamente por aqui e esta é uma estratégia explorada pelas grandes tecnológicas há muitos anos.

A conclusão final, não sendo dramática nem chocante, acaba por ter um lado romântico: vivemos uma fase em que todas as empresas se estão a transformar em tecnológicas.


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