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Quais são os desafios da aprendizagem na era digital?

Publicado em 3 Outubro 2017 por Ana Rita Guerra | 535 Visualizações

Para os professores e instituições de ensino, a complexidade da digitalização no sector da educação está a atrasar a evolução e a gerar desafios inéditos. Há um fosso entre aquilo que as instituições querem fazer e o que conseguem realmente implementar, apesar da transformação digital não esperar por ninguém.

É sobre estas questões que se debruça o relatório «The Road to Digital Learning» da Fujitsu, realizado junto de 600 líderes de TI em escolas, colégios e universidades de sete países. A pesquisa indica que as instituições educativas têm «elevadas aspirações» quanto ao uso de ferramentas digitais para tornar a aprendizagem mais personalizada, interativa e colaborativa. No entanto, muitas revelam que a complexidade da tarefa e os sistemas TI obsoletos estão a atrasar a evolução. A maioria das escolas está muito atrasada no que toca a aplicações de estudos baseadas na nuvem, realidade virtual e realidade aumentada. Isto apesar de reconhecerem o papel importante da tecnologia: 94% dos inquiridos pensam que uma aprendizagem personalizada é «importante» ou «muito importante», e 84% sentem o dever de preparar os seus alunos para um futuro digital.

Um dos maiores problemas reside na infraestrutura. Fraca conectividade, legado de hardware e software inadequado, tentar encontrar o mix certo de dispositivos. Só 46% dos inquiridos pensa ter os melhores dispositivos possíveis para apoiar os objetivos de aprendizagem digital – mas os dispositivos são facilmente partidos ou danificados devido ao uso por parte dos estudantes, e prejudicados por uma segurança incorporada limitada ou inexistente.

Quase nove em cada dez escolas reconhece a necessidade de se focar na revisão ou melhoria da fiabilidade e robustez de dispositivos e sistemas. No entanto, orçamentos e recursos TI limitados estão a travar 54% das instituições. Os orçamentos estão a ser investidos sobretudo ao nível dos alicerces (por exemplo, 87% quer investir nas redes sem fios durante os próximos 12 meses).

Ao mesmo tempo, escolas, colégios e universidades estão sob pressão para corresponderem às expectativas de pais e alunos, sendo que 77% esperam tornar-se centros digitais de excelência nos próximos cinco anos. Os números mais preocupantes vêm das escolas primárias e secundárias, onde a maioria (87%) continua a não fornecer quaisquer dispositivos aos alunos. Quando o fazem, um dispositivo costuma ser partilhado por três crianças.

Há depois o fosso entre professores e alunos. Cerca de metade dos inquiridos admitiram que é difícil acompanhar as mudanças tecnológicas. Os estudantes apresentam uma literacia digital cada vez maior e os professores são menos experientes a esse nível, de acordo com os resultados do inquérito. 54% dos inquiridos avaliou a literacia digital dos alunos como «excelente» ou «boa», mas 88% concordou que melhorar a competência digital do pessoal docente era uma prioridade para os próximos 12 meses.

Ash Merchant, diretor de educação da Fujitsu, refere que a conectividade, simplicidade e segurança são essenciais para aproveitar as oportunidades que a digitalização traz à educação, e que é nos alicerces que as escolas estão a falhar. Um dos problemas que enfrentam é monetário, tentando demonstrar que a aprendizagem digital tem um retorno do investimento visível. «Queremos ajudar as escolas, os colégios e as universidades removendo estas complexidades», afirma o responsável. «Não se trata apenas de fornecer tecnologia e serviços, é também apoiar professores e estudantes para tirar o máximo partido das novas tecnologias e para preparar os estudantes para o local de trabalho digital».


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Atualidade

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