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Quantos dias da sua vida já perdeu em tarefas inúteis?

Publicado em 23 Julho 2025 por Ntech.News | 353 Visualizações

Parece provocação, mas é um desafio a sério. E se pudesse medir, ao minuto, o tempo que gasta em reuniões inúteis, burocracias redundantes e tarefas que ninguém valoriza? A tecnológica portuguesa Mars Shot quer ajudar os profissionais a fazer exatamente isso e está a preparar o primeiro retrato nacional do desperdício nas organizações.

A empresa tem disponível uma das ferramentas mais curiosas e incómodas do ano: o www.inutilometro.pt, cujo o objetivo é permitir a qualquer profissional calcular, em dois minutos, quantos dias da sua vida são desperdiçados em tarefas que não acrescentam valor real ao seu trabalho.

Desenvolvido com recurso a Inteligência Artificial, o Inutilómetro é gratuito e anónimo, e transforma a perceção de tempo perdido em três métricas tangíveis: horas, impacto económico e impacto emocional. Desde reuniões improdutivas a processos de aprovação sem fim, passando por relatórios que ninguém lê, a ferramenta desafia os utilizadores a olharem de frente para a forma como o seu tempo está a ser (mal) utilizado.

«O tempo desperdiçado não é apenas um problema de produtividade, é uma questão de dignidade humana», afirma Hugo de Sousa, fundador da Mars Shot. De acordo com este responsável as mudanças tardam em produzir resultados produtivos eficientes. «Trinta anos depois da digitalização das empresas, continuamos a replicar os mesmos modelos ultrapassados. Apenas trocámos o fax pelo email», ironiza.

Um estudo nacional sobre a inutilidade nas organizações

O Inutilómetro integra ainda uma escala de impacto que vai de Essencial (0) a Perigoso (10), incentivando a reflexão crítica sobre cada atividade profissional. Com perguntas diretas como “Se esta tarefa desaparecesse hoje, alguém sentiria falta?”, a ferramenta funciona como um espelho da cultura de trabalho em Portugal e como uma chamada à mudança.

A Mars Shot não se fica pelo diagnóstico individual. Os dados anónimos recolhidos através da plataforma servirão de base a um Relatório Nacional sobre a Inutilidade nas Organizações, a ser publicado ainda este ano. Este estudo pretende, pela primeira vez em Portugal, quantificar o verdadeiro impacto da ineficiência crónica: não apenas em produtividade, mas também em motivação, saúde mental e sustentabilidade nas organizações.

Hugo de Sousa considera que vivemos num presente com tecnologia suficiente, talento disponível e conhecimento acumulado, no entanto falta coragem para eliminar práticas que já não servem o propósito. «O Inutilómetro é um convite a essa coragem», declara o responsável.


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