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Royal Caribbean investe em transformação digital

Publicado em 21 Novembro 2017 por Ntech.news - Ana Rita Guerra | 75 Visualizações

A marca de cruzeiros Royal Caribbean Cruises começou a implementar uma série de iniciativas de transformação digital cujo foco é melhorar a experiência dos passageiros. Todas as áreas de negócio estão envolvidas no processo e muitas das novas tecnologias foram mostradas no evento Sea Beyond, que decorreu num estaleiro histórico no Brooklyn Navy Yard. «A tecnologia não é algo que as pessoas gostariam de ver, é algo que as pessoas esperam ver», disse Richard Fain, CEO da Royal Caribbean, no evento.

Para os passageiros, a primeira diferença é a entrada no navio: a sua cara é reconhecida pelo sistema biométrico de reconhecimento facial e tudo acontece em matéria de segundos. A intenção é acabar com as filas de check-in e ter um processo de entrada mais rápido, fácil e seguro.

Jay Schneider, vice presidente sénior da RCL, diz que outro dos focos da iniciativa corporativa é eliminar o desperdício de esforço e energia. «Encontrámos maneiras de eliminar o atrito e a frustração, dando aos passageiros mais tempo para formar as lembranças que tornam as férias especiais», comentou o responsável. Outras tecnologias em implementação são etiquetagem RFID, mapeamento por GPS e feixes Bluetooth para uniformizar o embarque e gerir os check-ins automaticamente.

Os passageiros terão também acesso a uma aplicação que cobrirá a frota de 48 navios durante dos próximos dois anos e lhes permitirá navegar todo o tipo de funcionalidades. Por exemplo, contratar excursões em terra, pedir bebidas e fazer reservas para jantar sem sair da espreguiçadeira à beira da piscina. Em conjunto com a próxima geração das pulseiras WOW da companhia, a app também abrirá as portas e permitirá que os passageiros controlem a iluminação e a temperatura das cabines.

«Os consumidores agora compram experiências, não coisas, por isso estamos a dar-lhes a possibilidade de planearem férias ricas com momentos memoráveis feitos sob encomenda, dando até recomendações baseadas no que gostaram ou partilharam connosco sobre as suas preferências», afirma Richard Fain.

Já dentro do navio, os passageiros terão acesso a experiências em realidade virtual e aumentada, nos quais o teto da cabine pode ser substituído por um céu estrelado, as paredes de um restaurante podem transformar-se nos sons e cheiros de um café ao ar livre e sinais digitais desafiam para uma partida de pinball.

Uma versão inicial da app já está disponível nalgumas embarcações da frota da RCL. Schneider diz que a empresa continuará a refinar a aplicação e a adicionar novos recursos e capacidades específicas aos navios com cada versão subsequente. «O nosso objetivo é ter a app a funcionar em cerca de 15% da nossa frota até o final deste ano e mais que duplicar essa percentagem até ao final de 2018», explica Schneider.

A transformação interna, tal como referiu o executivo, está muito virada para a eficiência energética e melhoria da gestão por parte dos tripulantes. Estes terão aplicações móveis para ajudar a fazer check-in do passageiro, preencher a papelada necessária, rastrear a entrega das malas nas cabines e antecipar as necessidades dos passageiros durante a viagem. Também poderão controlar as próprias agendas e manter-se conectados com a família e amigos.

Outra funcionalidade é mais de segurança: os tripulantes poderão rastrear os passageiros no caminho até aos pontos de encontro para garantir que todos são contabilizados e localizar quem se perdeu.

No que toca à eficiência, a empresa irá estabelecer centros de comando com realidade aumentada para ajudar na navegação e manobra. «As nossas embarcações operam sempre com sensibilidade aguda às limitações que a meteorologia pode impor, mas ter novos meios de mitigar os impactos do clima sobre chegadas e partidas ajuda-nos a manter os compromissos de cronograma e itinerário que são importantes para os nossos passageiros», diz Fain.

Para reduzir o consumo de combustível (cerca de 7-8%) a RCL está a usar um sistema de lubrificação que reveste os cascos dos navios com milhões de bolhas microscópicas de ar para reduzir a resistência e o arraste, além de painéis solares e o futuro uso de células de combustível para geração de energia.


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