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Sage Portugal assegura melhor performance do Grupo

Josep Maria Raventós, country manager da Sage Portugal

Publicado em 15 Março 2019 por Claudia Sargento - Ntech.news | 140 Visualizações

No ano fiscal de 2018, a Sage Portugal manteve o crescimento a dois dígitos, registado pela primeira vez em 2017, subindo 17% na receita orgânica e 18% na receita corrente. Em entrevista ao Ntech.news, Josep Maria Raventós falou das grandes linhas que marcaram o ultimo ano na subsidiária portuguesa, deixou perspetivas para 2019 e lembrou que, face aos bons resultados alcançados, Portugal foi destacado globalmente, como o País com melhor performance.

Ntech.news: Qual o balanço que faz da performance da Sage em Portugal, no último ano fiscal?

Josep Maria Raventós: O último ano fiscal foi, sem dúvida, muito positivo para a Sage Portugal; alcançámos resultados muito bons – fomos destacados, globalmente, como o país com melhor performance – o que é um grande motivo de orgulho. Estes resultados dão-nos, acima de tudo, a certeza de estarmos a seguir a estratégia certa, focada nos nossos clientes, colegas e parceiros e são também o espelho do elevado nível de compromisso e profissionalismo da equipa portuguesa.

Outro motivo de satisfação e orgulho para nós é o nosso NPS – que mede a probabilidade de um cliente recomendar um produto – e que, no caso de Portugal, é de 39 pontos, o valor mais alto em toda a Sage a nível mundial. Isto só é possível por termos uma estratégia de proximidade – diariamente registamos mais de 1000 interações com os nossos clientes e parceiros
– o que nos permite de forma rápida perceber as suas preocupações e resolver problemas, garantindo que os nossos produtos estão orientados às reais necessidades das empresas.

Quais foram as grandes linhas de força, em termos de negócio, da Sage Portugal, em 2018?

J.M.R.: O ponto mais positivo foi a excelente aceitação do mercado relativamente às novas soluções, cloud connected, que lançámos há 2 anos atrás. 2018 foi um ano de consolidação para a nossa empresa, no qual conseguimos excelentes resultados ao migrarmos a nossa base instalada (clientes atuais) para estas novas soluções. Neste momento, aproximadamente 37% da nossa base instalada de clientes já utiliza estas novas soluções o que é, para nós, um grande passo rumo ao nosso objetivo. 

De destacar também o contributo dos nossos parceiros, uma das nossas principais alavancas de negócio e que são responsáveis, atualmente, por 80% do nosso negócio.

Consegue indicar-nos qual foi o volume de negócios em Portugal?

J.M.R.: No ano fiscal de 2017 registámos pela primeira vez em Portugal um crescimento a 2 dígitos e em 2018 estabelecemos o objetivo de mantermos este crescimento, e conseguimos cumprir.

Nesse caso, qual foi o crescimento face ao ano fiscal de 2017?

J.M.R.: Fechámos o último ano fiscal com um crescimento de 17% na receita orgânica e 18% na receita recorrente.

A Sage Portugal contribuiu uma vez mais, de forma significativa, para o sucesso na Ibéria. Qual a importância deste facto para a subsidiária portuguesa?

J.M.R.: Para nós, e especialmente para mim, os resultados que alcançámos no ano fiscal 2018 e o facto de a Sage Portugal ter sido o país com a melhor performance a nível mundial é um motivo de grande orgulho. Costumam questionar-me, frequentemente, sobre o facto de sermos um país pequeno – mas a conclusão que importa retirar daqui é o potencial enorme que o nosso país tem e os nossos resultados são a prova disso. Participo com alguma frequência nas reuniões mundiais da Sage e fico muito satisfeito por algumas das nossas best practices estarem a ser aplicadas noutros países de grande dimensão, o que é mais uma prova de que somos um caso de sucesso.

Quantos elementos tem a equipa portuguesa?

J.M.R.: Atualmente somos cerca de 200 colaboradores, divididos por Lisboa e pelo Porto.

Ainda existe espaço para crescer?

J.M.R.: Sim, há sempre espaço para crescer e sendo o nosso desafio cada vez maior, há uma necessidade emergente de contratar e reter os melhores talentos. 

Cloud ganha importância na oferta Sage

Qual foi a performance dos Vossos principais produtos no último ano e qual o que mais cresceu?

J.M.R.: Nos últimos 2 anos renovámos o nosso portefólio de produtos e apostámos numa estratégia de racionalização, substituindo alguns dos nossos anteriores produtos por soluções inovadoras, em cloud híbrida e que vieram corresponder à necessidade emergente das empresas portuguesas trabalharem e gerirem os seus negócios com uma maior mobilidade. Lançámos assim 3 novos produtos, que primam pela conectividade (a outras soluções e ferramentas de gestão indispensáveis como, por exemplo, o Office 365) – o Sage 50cloud, para empresas de pequena dimensão, o Sage 100cloud direcionado para empresas de média dimensão, e o Sage for Accountants, a primeira solução da Sage desenvolvida especificamente para os gabinetes de contabilidade.

A aceitação do mercado a estas novas soluções foi excelente. Em termos de volume, o Sage 50cloud é um caso de sucesso – principalmente pelo mercado onde se insere, mas também pelas condições que criámos para uma migração rápida e eficiente. Apenas 2 anos após o seu lançamento, já contamos com aproximadamente 19 000 clientes a utilizar esta solução. Também o Sage One, a nossa solução full cloud para microempresas continua com um crescimento extraordinário.

O Sage for Accountants revelou-se também numa grande aposta de mercado com uma evolução muito positiva, uma vez que veio reforçar a nossa presença junto dos contabilistas e gabinetes de contabilidade.

Os contabilistas são um mercado importante? Ou há outros igualmente determinantes em Portugal?

J.M.R.: Tendo em conta a segmentação que fazemos do mercado, em Portugal, temos uma predominância importante no SSB (startup and small business) e na franja do SMB. Estamos a focar-nos em todos os segmentos, mas pretendemos crescer no SMB, porque lançámos produtos e serviços para esse mercado, onde identificamos um amplo espaço de crescimento.

Em Portugal o nosso negócio no segmento de contabilistas, representa cerca de 20% da nossa base de clientes o que é um peso bastante considerável; é claro que em faturação o peso é menor porque só usam as aplicações de contabilidade. Mas é sem dúvida o segmento no qual apostámos bastante no último ano, ao criarmos uma unidade de negócio dedicada aos Contabilistas e com o lançamento de um produto específico – o Sage for Accountants.

Qual a relevância da cloud na Vossa oferta? Hoje em dia, a adesão às Vossas soluções já é maioritariamente cloud?

J.M.R.: Atualmente o que está a acontecer é que o mercado pede que, dentro das soluções standard dos fabricantes, existam parceiros que sirvam o mercado e que desenvolvam soluções conectadas. E foi com base nesta necessidade emergente que renovámos o nosso portefólio de produtos, com soluções cloud connected (soluções em cloud híbrida), como o Sage 50cloud, o Sage 100cloud, o Sage for Accountants e o Sage X3 Fast-Start. As empresas ainda resistem a retirar os dados do negócio do seu perímetro, entendem que estão mais protegidos na sua própria infraestrutura. Pretendem manter a informação dentro de casa, por medo de perder controlo e confidencialidade. Na Sage procuramos apresentar as vantagens do mundo cloud, nomeadamente a possibilidade de trabalhar em mobilidade e de, neste contexto, poder dar seguimento a processos de negócio. 

A nossa solução Sage One, direcionada para empreendedores e microempresas é 100% cloud e, como referi acima, é um dos nossos produtos com maior crescimento de ano para ano, o que revela que em particular, este segmento é muito recetivo a soluções e ferramentas na nuvem, que lhes traga mobilidade absoluta ao negócio.

Por isso sim, o nosso portefólio de produtos está assente na oferta em Cloud, e o lançamento da Sage Business Cloud, a nível global em 2018, é mais um passo nesse sentido.

Do que falamos exatamente?

J.M.R.: A Sage Business Cloud é uma nova plataforma pensada para ser a única plataforma cloud de que os empresários precisam para gerir os seus processos de negócio. Reúne, numa única localização, a oferta de soluções e produtos cloud da empresa, desde soluções de administração e gestão financeira a software específico para gestão empresarial. Devemos ser uma alavanca de evolução para o mundo cloud e, nesse aspeto, esta plataforma que estamos a desenhar, a Business Cloud, vai ser o repositório de todas as aplicações. E são vários os produtos dentro dessa plataforma. São produtos dirigidos para os mercados das start-ups, para as PME, contabilistas… a Sage Business Cloud é uma plataforma que vai agregar vários produtos conectado com o office 365.

Qual a importância do canal no Vosso negócio?

J.M.R.: Os parceiros são, sem dúvida, a nossa principal alavanca e a prova disso é de que, atualmente, são responsáveis por 80% do nosso negócio. Contamos com um ecossistema de mais de 1000 parceiros e temos neste momento um objetivo muito claro: crescer em conjunto com o nosso canal. Para isso, lançámos recentemente o novo SPP (Sage Partner Program) que vem reforçar o nosso compromisso para com eles. Este novo programa é sobretudo uma forma de “clusterização” dos parceiros, uma forma de ajustar o Programa de Canal às necessidades e especificidades de cada parceiro, apostando nos seus pontos fortes e oferecendo um suporte à sua medida. Sejam parceiros VAR’s (Revendedores), Contabilistas, Implementadores de Sistemas ou parceiros ISVs, o programa estrutura-se por níveis com requisitos e benefícios que aumentam de acordo com as receitas, as contribuições, os compromissos de marketing e a experiência técnica e comercial destes parceiros.

Este programa oferece métodos de colaboração simplificados, programas de formação e certificação e incentivos que variam em função de cada modelo de negócio.

Consolidação marcará 2019

Quais as perspetivas da Sage Portugal em termos de negócio para o atual ano fiscal?

J.M.R.: Este é um ano de consolidação do nosso negócio, vamos continuar focados na migração da nossa base instalada de clientes para as novas soluções cloud e aqui, os nossos parceiros são a nossa principal alavanca. Queremos, por isso, continuar a investir na formação e certificação do nosso canal, por forma a mantermos o crescimento a dois dígitos, o nosso principal objetivo. Como referi, a aceitação do nosso novo portefólio de produtos está a ser excelente e é nisto que nos temos de focar – continuarmos a colocar o cliente no centro de todas as nossas decisões e claro, reforçarmos a nossa oferta com uma proposta de valor real para as empresas.

Que novidades podemos esperar para este ano?

J. M.R: Não vamos ter mudanças significativas, temos uma estratégia de continuidade. Estamos, neste momento, num processo de unificação e transformação da nossa organização e de globalização dos produtos, mas há uma clara aposta na inovação das soluções, a Sage vai acrescentar 60 milhões de libras (cerca de 67 milhões de euros) em investimento, dos quais 60% são para reforçar o desenvolvimento dos produtos existentes.

Ainda há espaço para a Sage crescer no mercado português?

J.M.R: Há sempre espaço para crescer e é este o pensamento que todas as empresas devem ter se quiserem continuar em movimento, se querem continuar a ser competitivas. Queremos ganhar mercado no segmento do SMB (small and medium business) e o crescimento económico é o grande impulsionador do crescimento das empresas – que faz com que as suas necessidades também aumentem. Principalmente neste segmento há um grande potencial, e é com vista a conquistarmos a liderança também neste mercado que vamos continuar a trabalhar.


Publicado em:

Na Primeira Pessoa

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