Partilhe nas Redes Sociais

Startup convida as PME a pararem de testar a IA e a começarem a usá-la

Publicado em 18 Março 2026 por Ntech.news | 102 Visualizações

Há um momento específico em que muitas empresas percebem que a inteligência artificial não vai resolver nada por si só. Já testaram ferramentas. Já participaram em demos. Já assinaram algumas subscrições. E os processos continuam iguais. É precisamente nesse ponto de frustração que a Hi Human quer fazer a diferença.

A startup portuguesa, fundada em 2024 em Matosinhos, quer entrar nos processos de cada empresa, identificar onde a IA tem impacto real e constrói as automações que fazem essa promessa funcionar no dia a dia. «Na Hi Human entramos no terreno, percebemos o negócio e trabalhamos para pôr a IA a funcionar no dia a dia. O objetivo é reduzir trabalho manual e acelerar processos que hoje consomem tempo. No fim, o que conta é haver impacto que se consiga medir», confirma Paulo Ribeiro, cofundador da Hi Human.

Um caso de sucesso

A proposta da Hi Human é a de que a IA não precisa de transformar tudo ao mesmo tempo, precisa, isso sim, de começar por algum lado e de provar que funciona. O caso da Play Up é, por agora, o argumento mais concreto que têm. Para esta empresa, que desenvolve o negócio de e-commerce de roupa para bebé, criança e mulher, o desafio era logístico e repetitivo, ou seja, com mais de 500 produtos por coleção e dois lançamentos por ano, a equipa passava entre um a dois meses a escrever descrições manualmente, a gerir traduções para vários mercados e a otimizar campos de SEO. Um trabalho demorado mas essencial que poderia ser inteiramente replicável.

A Hi Human construiu um pipeline que encadeia quatro operações num único fluxo automatizado: análise das imagens de cada produto, redação das descrições respeitando o tom editorial da marca, tradução automática para quatro idiomas e otimização dos campos de SEO. O que antes exigia semanas de coordenação entre pessoas passou a correr de forma autónoma, com consistência e sem depender da disponibilidade de ninguém. «Este projeto mostra o que queremos ser para as PME: um parceiro que entra no processo, simplifica e entrega impacto mensurável», destaca Nuno Oliveira, cofundador da Hi Human.

Ganhos valiosos

Os números falam por si e a Play Up passou a lançar coleções 90% mais rápido, com uma poupança estimada de 23 mil euros por ano em custos de tradução e SEO, o equivalente a um mês de trabalho de um colaborador a tempo inteiro, recuperado em cada ciclo. Mas o ganho menos óbvio pode ser o mais valioso, ou seja, a consistência. Quando o conteúdo de 500 produtos é gerado por múltiplas pessoas, em múltiplos momentos, o tom dilui-se. Com automação, a marca fala sempre com a mesma voz em português, em inglês, e em qualquer outro mercado onde desenvolva o seu negócio.

O portfólio de serviços da empresa cobre diagnósticos e roadmaps de adoção de IA, desenvolvimento de agentes de automação, assistentes de apoio ao cliente e implementações integradas de CRM. A oferta é transversal, a Hi Human já trabalhou com empresas nos setores têxtil, industrial, energético, serviços financeiros, consultoria e educação, incluindo a Bacalhôa, BlueCrow Capital, Grupo Bonera, Smartwatt, Ciclo Fapril, Colégio João Paulo II e Bluebird.


Publicado em:

Startups

Partilhe nas Redes Sociais

Artigos Relacionados