Zero Trust: Um novo paradigma para a cibersegurança empresarial
Ricardo Oliveira, CSO da Eurotux
A transformação digital acelerada das últimas décadas trouxe ganhos evidentes de eficiência, mobilidade e inovação para as empresas. Todavia, também tornou os ambientes corporativos mais complexos e, por consequência, mais vulneráveis a ciberataques. A antiga lógica de segurança baseada no perímetro já não responde eficazmente às exigências de proteção num mundo em que os colaboradores trabalham a partir de qualquer lugar, os dados estão dispersos na cloud e as ameaças são cada vez mais sofisticadas.
É neste contexto que surgiu o conceito de Zero Trust – ou “Confiança Zero” – como um paradigma de cibersegurança empresarial. Ao contrário do modelo tradicional, que assume que tudo dentro da rede é seguro, em Zero Trust parte-se do princípio de que nenhuma entidade, interna ou externa, deve ser automaticamente confiável. A validação constante é a regra.
Os pilares do Zero Trust
Implementar uma abordagem de Zero Trust não significa comprar uma solução “chave-na-mão”. Trata-se de uma filosofia contínua, baseada em três princípios fundamentais:
- Verificar explicitamente: Autenticar e autorizar todos os acessos com base em múltiplos fatores, como identidade, localização, dispositivo e nível de risco.
- Utilizar o menor privilégio possível: Conceder aos utilizadores e dispositivos apenas os acessos estritamente necessários, reduzindo a superfície de ataque.
- Assumir que a rede já foi comprometida: Monitorizar continuamente comportamentos e atividades, reagindo rapidamente a anomalias e ameaças.
A migração para um modelo Zero Trust exige visão estratégica, mudança cultural e, acima de tudo, parceiros de confiança com experiência na integração de tecnologia, processos e pessoas. É a resposta lógica aos desafios de segurança do mundo digital atual. Os ataques não escolhem alvos nem horários, apenas confiar não é opção. Validar, proteger e monitorizar é o novo normal.
Publicado em:
OpiniãoPartilhe nas Redes Sociais