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ACEPI quer trazer mais empresas para a economia digital

Publicado em 11 Outubro 2017 por Claudia Sargento | 89 Visualizações

Os números apresentados pela ACEPI durante no primeiro dia da Portugal Digital Summit não são animadores: mais de 60% das empresas portuguesas não conta com qualquer tipo de presença digital; «é como se não existissem», reforça Alexandre Nilo da Fonseca.

Tendo este cenário como pano de fundo, a Associação à qual preside vai lançar dois programas que visam reforçar a digitalização das empresas nacionais. No segundo dia do evento, Nilo da Fonseca deu a conhecer o Programa Norte Digital e a Iniciativa Qualificar o Comércio e Serviços para a Economia Digital.

No caso do primeiro, trata-se de «apoiar 50 empresas portuguesas do norte do país, levando-as a utilizarem cada vez mais ferramentas digitais para dinamizarem o negócio e chegarem a todo o mundo».  Mas a grande novidade da ACEPI, num projeto desenvolvido em parceria com a Confederação de Comércio e Serviços (CCP) é o da qualificação de mais de 50 mil empresas, essencialmente micro e PMEs, «ajudando-as a darem os primeiros passos no mundo digital», revela o presidente da Associação.

Dividido em quatro fases distintas, o trabalho terá início no próximo mês de janeiro com uma primeira «avaliação do mercado e das necessidades em cada região e sector», terminando apenas «no primeiro trimestre de 2020» conforme sublinhou Alexandre Nilo da Fonseca.

A propósito desta parceria, o presidente da CCP, João Vieira Lopes lembrou as «400 mil empresas que compõem o tecido empresarial português» das quais «a larga maioria são micro e PMEs». Destas apenas «30 mil exportam e cerca de dois terços fazem-no apenas para um mercado”. Todas estas condições trazem «desafios acrescidos» no entender de João Vieira Lopes, «assumindo-se como fatores preocupantes que urge alterar».

O responsável máximo da CCP falou ainda na necessidade de se aprender a trabalhar em rede e, suportado no estudo do Eurostat lembrou que «até 2025 o sector do comércio vai precisar de 22 milhões de postos de trabalho”, entre novos postos e substituições, mas todos eles “com uma forte componente digital».

Paulo Alexandre Ferreira afinou pelo mesmo diapasão. Para o Secretário de Estado Adjunto e do Comércio o trabalho em rede é determinante para «mudar o cenário apresentado na Summit». Na realidade «60% das empresas portuguesas sem presença online é preocupante e um desafio acrescido que nos obriga a trabalhar para aumentar o awareness de todos para o mundo digital».

O governante acredita que o trabalho em rede vai permitir «colocar Portugal no pelotão da frente da economia digital» ajudando a capacitar «os nossos empresários para os novos desafios e para tudo aquilo que esta economia vai trazer».

 


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Atualidade

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