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Empresas vão gastar 81,5 mil milhões em cibersegurança em 2018

Publicado em 7 Dezembro 2017 por Ntech.News - Ana Rita Guerra | 419 Visualizações

O aumento dos riscos de segurança levará as empresas de todo o mundo a aumentarem os seus gastos nesta área, com crescimento acelerado dos serviços de outsourcing. A previsão é de as empresas gastem um total de 81,5 mil milhões de euros em 2018, o que significa um aumento de 8% face ao corrente ano. Segundo a Gartner, as organizações estão a gastar mais em cibersegurança como resultado das novas ameaças, mais regulações, maior consciência dos consumidores e a transição para modelos de negócio digitais.

«No global, uma grande parte dos gastos em segurança é impulsionada pela reação das empresas às falhas de segurança, numa altura em que mais ciberataques e falhas afetam as organizações em todo o mundo», diz Ruggero Contu, diretor de pesquisa na Gartner. segundo ele, ciberataques como o WannaCry e o NotPetya, e mais recentemente o vazamento de dados da Equifax, tiveram um efeito direto nos gastos de segurança, porque este tipo de ataques pode durar até três anos».

Num estudo feito no ano passado, 53% das organizações que disseram que os riscos de segurança eram a razão principal para os gastos na área apontaram para falhas de segurança como o principal receio, que comandou a estratégia orçamental.

Os efeitos disto notam-se nos subsegmentos que irão crescer mais rapidamente: testes de segurança, outsourcing de TI e gestão de eventos e informação de segurança (SIEM). Mas os analistas da consultora apontam para uma confluência de vários fatores.

Um deles é o apertar das regras de conformidade e privacidade dos dados impostas por entidades  de regulação, com o mais recente exemplo a vir da Europa: a partir de 28 de maio, entra em vigor o novo Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD). Há também novas regras na China, que implementou a Lei da Cibersegurança, e legislação para a área da saúde nos Estados Unidos (Health Insurance Portability and Accountability Act). Tudo isto está a traduzir-se em mais gastos em ferramentas de segurança dos dados, gestão de acessos e SIEM.

Em 2020, a Gartner prevê que mais de 60% das organizações invistam em múltiplas ferramentas de segurança, tais como prevenção de perda de dados, encriptação e auditorias centradas em dadas. Hoje, a percentagem de empresas que investe nestas áreas é de 35%.

Este aumento traz outros problemas: há falta de recursos humanos especializados, a complexidade técnica é cada vez maior e o cenário de ameaças cresce. Por isso, as empresas vão apostar em automação e outsourcing. «As capacidades são escassas e por isso tornaram-se em características premium, o que tem levado as organizações a procurarem ajuda externa para consultores de segurança, fornecedores de serviços geridos de segurança e outsourcers», nota Ruggero Contu. Em 2018, os gastos em serviços de outsourcing de segurança vão totalizar 15,6 mil milhões de euros, um aumento de 11% em relação a 2017. O segmento de outsourcing de TI é o segundo maior, depois da consultoria.

No ano seguinte, 2019, a consultora prevê que os gastos empresariais em outsourcing de segurança vão representar 75% do total investido em hardware e software de segurança – um aumento significativo em relação aos 63% em 2016.

Há ainda outro efeito: os orçamentos estão a ser desviados para a deteção e resposta, o que tem gerado inovações na segurança endpoint e analítica comportamental, ao ponto de a Gartner considerar que haverá grandes disrupções no mercado.

 


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Negócios

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