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Oracle acelera nas contratações para o Centro de Competências em Matosinhos

Publicado em 22 Janeiro 2020 | 402 Visualizações

A previsão apontava para 100 contratações, no primeiro ano de funcionamento do centro de competências que a Oracle inaugurou em outubro do ano passado em Matosinhos. Bruno Morais, country manager da fabricante norte-americana em Portugal, admitiu hoje num encontro com jornalistas que o número vai ser ultrapassado, sem querer adiantar uma estimativa. 

Logo no arranque do projeto, o responsável explicou que a abrangência dos serviços prestados a partir de Portugal neste centro seria maior que o inicialmente previsto. Numa fase inicial previa-se que a estrutura prestasse serviços para a EMEA, mas desde início que está a servir um leque mais alargado de países em diferentes continentes. 

Esta abrangência será a justificação para o crescimento da equipa, uma tarefa que o responsável admite não ser fácil, tendo em conta a elevada procura de mão-de-obra TI especializada no país. 

Resultados locais melhores que os casa-mãe

No mesmo encontro com a imprensa, Bruno Morais fez um balanço do segundo trimestre fiscal de 2020 da empresa, compreendido entre setembro e novembro do ano passado, para revelar que o negócio cloud em Portugal continuou a crescer a dois dígitos, como já tinha acontecido nos três meses anteriores e muito acima dos valores apurados para a casa-mãe. 

Em termos globais, as receitas da Oracle Portugal também cresceram «single digit», novamente em linha com a casa-mãe mas, também neste caso, com maior expressão, sublinhou o responsável. 

Para o resto do ano fiscal, Bruno Morais mantém um «otimismo moderado», embora identifique um dinamismo importante de investimento em TI, em vários sectores. As grandes apostas da empresa continuam orientadas para as bases de dados autónomas, que duplicou o número de clientes no último trimestre, o ERP (que cresceu 38% – números internacionais) e para a Public Cloud, que começa a ser opção para um número cada vez maior de empresas, como a Glintt, que se fez representar no evento pelo CEO Nuno Lopes

Glintt abriu leque à tecnologia de suporte ao negócio

A tecnológica portuguesa é um cliente antigo da Oracle em Portugal, primeiro com soluções de middleware e neste momento já no domínio de Public Cloud, ou em aplicações mais específicas (bots) que tiram partido de tecnologias como a inteligência artificial. Um dos exemplos referidos por Nuno Lopes foi o projeto que permitiu transpor para Portugal as exigências de uma diretiva europeia contra a falsificação de medicamentos. Na base da plataforma que permite seguir o rasto a cada embalagem comercializada em toda a cadeia está tecnologia Oracle. Recorde-se que a Glintt concentra 75% do seu volume de negócios na saúde e tem como clientes 90% das farmácias em Portugal e 60% em Espanha. 

Ainda no que se refere à cloud, a João Borrego, Solution Engineer Senior Manager da Oracle Portugal, voltou a sublinhar que a estratégia da Oracle está orientada para um futuro dominado pelas soluções multicloud e a pensar nisso a empresa tem vindo a firmar parcerias que ajudem a promover essa integração de clouds. A Microsoft e a VMWare são exemplos, mas o objetivo é continuar a trabalhar em novas parcerias. 


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