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Projeto português leva banda larga de baixo custo a navios em alto mar

Publicado em 2 Novembro 2018 | 112 Visualizações

Nos últimos dois anos e meio o projeto MareCom trabalhou numa solução alternativa às comunicações via satélite e às tecnologias VHF, usadas por quem está em alto mar. o projeto está concluído, já foi testada com sucesso, na Base Naval de Lisboa pela Marinha Portuguesa, e já tem interessados.

O MareCom foi liderado pela Wavecom e contou com a participação do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), do Centro de Investigação Naval (CINAV) da Marinha Portuguesa e da Ubiwhere. Representa um investimento total de um milhão de euros, sendo que 650 mil euros foram financiados pelos programas comunitários Compete 2020 e pelo Lisboa 2020.

O objetivo era desenvolver uma solução fiável e com custos mais acessíveis que as usadas pela Marinha, as frotas de pesca, os transportes marítimos e outras comunidades com atividades em alto mar, que hoje usam essencialmente tecnologias celulares que só funciona perto da costa ou de satélite, caras e de elevada latência.

«A solução tecnológica que desenvolvemos consiste numa caixa de comunicações que pode ser instalada em embarcações e estações de comunicações costeiras, juntamente com as antenas adequadas», explica Rui Campos, coordenador da área de redes sem fios do Centro de Telecomunicações e Multimédia do INESC TEC. «Na demonstração final do protótipo da solução na Base Naval de Lisboa foram atingidos débitos binários superiores a 10 Mbit/s, muito acima dos valores típicos das comunicações via satélite e sem a latência elevada associada».

A solução desenvolvida no âmbito do MareCom poderá funcionar a «dezenas de milhas da costa, quando usados níveis de potência de transmissão adequados e locais apropriados para a instalação das estações de comunicações costeiras», garantem os promotores do projeto.

A mesma fonte indica que, além do interesse da Marinha Portuguesa na solução, que vê na tecnologia um meio para assegurar comunicações de banda larga em zonas costeiras e na vizinhança dos portos do Continente e Ilhas, existem conversações com outras entidades interessadas na Índia e em Cabo Verde. Os contactos estendem-se a vários institutos de investigação, interessados em usar a tecnologia portuguesa como suporte a novos projetos.


Publicado em:

Mobilidade

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