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Presidente da APDC pede maior atenção para o tema da qualificação digital

Publicado em 27 Setembro 2017 por Ntech.news - Rui da Rocha Ferreira | 1391 Visualizações

APDC 2017

Para a sessão de abertura do 27º Digital Business Congress, o presidente Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC), Rogério Carapuça, focou-se nos grandes impactos provocados pela revolução digital. Um dos resultados mais concretos desta realidade é o facto de existirem empresas que financeiramente são mais poderosas do que muitos países.

O termo de comparação foi a Apple, empresa que tem no iPhone o seu grande motor económico. As receitas da tecnológica norte-americana foram em 2016 de 215 mil milhões de dólares, valor superior aos 204 mil milhões de dólares que é o Produto Interno Bruto de Portugal relativo ao ano passado.

Olhando para algumas das maiores economias mundiais, caso dos EUA, o país tem uma economia que é ‘apenas’ 25 vezes superior às receitas anuais da Apple – o que acaba por não ser muito tendo em conta que a Apple é apenas uma de milhares de empresas que existem no mercado norte-americano e que contribui ela própria para este resultado.

Rogério Carapuça destacou depois um elemento importante. Apesar da força do PIB de muitos países, estas são nações que têm grandes dívidas externas, ao passo que as grandes tecnológicas apresentam lucros líquidos nos seus resultados. «Esta é a ordem mundial que emerge da revolução digital», salientou.

«Portugal está a ganhar velocidade. No ano passado pedi um Portugal a crescer, cá o temos. Mas isto é apenas o começo. Queremos que o crescimento seja sustentável. Importa ser protagonista da revolução digital e das suas alterações», acrescentou.

O paradigma está a mudar de tal forma que a Dinamarca nomeou um embaixador para a relação com as grandes tecnológicas. «A revolução digital é mais rápida, mais caótica e promove transferências de valores. É a revolução instantânea», salientou.

No seu discurso, Rogério Carapuça destacou as grandes capacidades de cálculo que existem atualmente, a democratização dos dispositivos móveis, o crescimento da inteligência artificial e da robotização como elementos que estão a acelerar ainda mais o lado digital do nosso mundo. «Agora sim a transformação digital começa a ser exponencial».

Depois veio o aviso. «Todas as revoluções destruíram postos de trabalho e criaram outros diferentes. Assim será com a transformação digital, mas será muito mais rápido», vincou o presidente da APDC.

O porta-voz da associação que representa o sector das comunicações em Portugal citou depois um estudo do Instituto Futurista: no ano de 2030, ou seja, daqui a 13 anos, 85% dos empregos dessa época não existem na atualidade.

A resposta para este grande desafio tem de ser dada através da qualificação e da requalificação digital «com enorme sentido de urgência». A APDC está inclusive a criar uma mensagem mais institucional e que se centra justamente nesta ideia: “A revolução digital está em marcha, não desistas de ti”.

«Qualificação e requalificação de recursos humanos é um fenómeno ao qual importa estar atento nos próximos tempos, pois é algo que vai impactar diferentes subsectores da área da comunicação. (…) O homem nascido da revolução digital será um homem mais culto. Só um homem mais culto poderá aspirar verdadeiramente a ser livre», concluiu Rogério Carapuça.


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