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Maior competitividade leva empresas a olharem para a automatização das operações de TI

Publicado em 4 Outubro 2017 por Ntech.news - Rui da Rocha Ferreira | 163 Visualizações

Automatização Estudo Fujitsu

Recentemente o presidente da comissão executiva da Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo, revelou que o banco está a apostar em algumas ferramentas de automação e que os resultados não podiam ser mais esclarecedores: um humano demora 12 minutos a concretizar um registo de processo de insolvência, um sistema de automação robótica de processos demora apenas minuto e meio.

A aposta nestas ferramentas automáticas permite libertar os colaboradores para outras tarefas que necessitam de maior intervenção humana. Um estudo agora revelado pela tecnológica Fujitsu vem comprovar esta ideia: 32% dos inquiridos dizem que, num mundo ideal, os seus colaboradores gastariam menos tempo em tarefas administrativas.

A investigação revela que 56% dos respondentes preferiam passar mais tempo a planear as atividades futuras da empresa e 50% preferiam coordenar e colaborar com outros para melhorar as infraestruturas e processos de TI das suas organizações.

A vontade de apostar em métodos de automatização começa a subir à medida que a concorrência e a maior competitividade entre empresas também aumenta. Segundo o estudo da Fujitsu, 75% dos decisores de TI afirmam que a pressão está a aumentar «rapidamente», o que tem causado desafios na resposta a esta nova realidade.

O inquérito concluiu que 14% dos inquiridos declaram que os seus departamentos são «maus» ou «muito maus» no suporte a necessidades de negócio novas ou alteradas, enquanto 10% admitem ter dificuldade em controlar riscos relacionados com as TI.

Atualmente há centenas de gestores que se sentem ‘presos’ pela questão da complexidade das ferramentas, das infraestruturas e das plataformas, algo que fica agravado pela falta de competências para essas tarefas e pela dependência que existe relativamente a processos manuais e programação personalizada.

A vontade em apostar numa maior automatização nesta fase parece ser apenas isso – os números de gestores que já estão a tirar proveito destas ferramentas é ainda baixo. Só 21% usam um provisionamento de recursos totalmente automatizado, enquanto apenas 12% das organizações têm a possibilidade de usar auto-diagnósticos e auto-reparações automatizados. Os baixos níveis de implementação justificam-se com restrições de orçamento, com a complexidade de execução desta transição e também com questões de tempo.

“Há claramente uma forte correlação entre o nível de automatização de uma organização TI e a qualidade da prestação do serviço. Maior automatização conduz a equipas focadas na aplicação e no negócio, em vez de especializações ao nível dos sistemas, um factor de sucesso crucial para a digitalização», refere em comunicado o responsável pela categoria de gestão de data center da Fujitsu na EMEA, Olivier Delachapelle.

O inquérito The Impact of Automation on IT Operations realizado em junho de 2017 foi encomendado pela Fujitsu, tendo sido inquiridos 156 líderes de TI de várias indústrias na Alemanha, Suíça, Áustria, Reino Unido, Irlanda, Países Nórdicos e Europa do Sul. A grande maioria dos inquiridos era oriundo de organizações com mais de 2.500 colaboradores, ao passo que 45% pertenciam a organizações com mais de 25.000 colaboradores.


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