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WiFi: O filho pobre dos negócios

Joao Frederico Trindade, pre-sales engineer / Networking Technical Support na TP-Link Portugal

Publicado em 30 Julho 2021 por Joao Frederico Trindade, pre-Sales Engineer / Networking Technical Support na TP-Link Portugal | 163 Visualizações

Quantos de nós já não desesperámos por causa do wireless?

Ou é o sinal que não se apanha, ou a navegação na internet lenta e “pastosa”. Áreas sem cobertura, ou com cobertura excelente, mas sem Net.

O WiFi é um dos motivos de desespero dos técnicos de IT, porque quando soluça, quando falha ou simplesmente quando aparenta falhar, o utilizador bombardeia os técnicos de IT, com expressões como “está sempre a falhar”, “não se consegue navegar na NET” ou “não tenho NET”. Mesmo quando a culpa é do equipamento cliente, na prática a culpa é sempre do IT.

Redes wireless tornaram-se nos dias de hoje tão vitais como a água. A password do wireless tornou-se num “must” seja no restaurante, café ou cabeleireiro. As redes com nomes genéricos aplicados pelas operadoras nos routers, quando fornecidas aos clientes de um negócio, tornaram-se símbolo de um certo amadorismo empresarial. E passwords de wireless complexas provocam “stress” e desagrado nos clientes. O Wifi é hoje em dia, parte da oferta comercial de um estabelecimento, de mão dada com a conta da rede social desse negócio, o email ou até em alguns casos é mesmo parte integrante da oferta, onde os clientes possuem PCs/Tablets espalhados pela loja para os clientes consultarem o catálogo ou até especificações técnicas. Que o digam alguns negócios de produtos para automóveis onde constam uns tablets e com apenas a introdução da matrícula do carro se pode ver tudo o que a loja tem para esse cliente.

Ou uma loja de roupa, que vende tamanhos grandes e outros produtos, onde de dentro da loja é possível através de tablets encomendar roupa que não há em stock naquela loja para levantamento posterior.

Mas nestas funções todas, nestes serviços e extras oferecidos aos clientes, há por trás uma gigantesca máquina tecnológica. Sites, CRMs, ligações de internet, router, switches e claro como não podia deixar de ser, o wireless.

Esse sistema invisível que sem ele este tipo de serviços iria ser mais dispendioso, mais difícil de implementar e de garantir o seu funcionamento.

Caixas de pagamento, PDAs, marcadores de preços, carrinhos de compras inteligentes, telemóveis, tablets, PCs e impressoras entre tantos outros todos dependentes do mesmo serviço o wireless.

O mesmo serviço que muitos descuram, que acham que investir o mínimo é exatamente a o mesmo que investir de forma ponderada e calculando o custo/beneficio.

O verdadeiro valor do wireless é muitas vezes descurado, como no IT tantas outras coisas são. Porque erradamente o seu valor de existir aparenta ser nulo, mas é na sua falta que se nota o valor. É a “não despesa” que o torna valioso, mas como não se pode comparar o preço de compra de um sistema wireless completo e funcional com qualquer tipo de retorno financeiro nos negócios, uns grandes bolos de decisores optam por soluções low-cost.

Routers de operadoras, repetidores e powerlines ou equipamentos de consumo para fazer um serviço empresarial. É “o pão-nosso de cada dia”, para poupar uns trocos gastam-se muitos trocos em serviços de suporte ou em manutenções impossíveis de serem eficazes. Mas o custo principal, é aquele que não se vê, e que alguns tendem a descurar, é o pagamento que se faz com a entrega de um mau serviço aos clientes. É o stress e a insatisfação provocada no cliente, que não voltará e que isso não será alvo de nenhum custo que possa ser quantificado diretamente.

Um cliente chegar a um balcão, pedir uma informação e essa informação demorar a ser prestada, muitas vezes acompanhada com a insatisfação do funcionário que murmura em tom de pedido de desculpas, “desculpe, mas o sistema hoje está parado” enquanto o cliente espera e o funcionário desespera. Onde se pede cada vez mais dos funcionários e onde se fornece cada vez menos ferramentas de trabalho adequadas ao exigido.

Poderá parecer que tudo isto em nada tem a ver com wireless, que as comparações são vagas ou até sem ponto de nexo entre as várias considerações, mas pergunto-vos, quem nunca pediu uma informação que demorou a chegar e pensou, que o empregado era incompetente ou molengão?

Quem acha que um funcionário de uma empresa quer que um cliente o considere dessa forma, está totalmente errado. Mas grave e preocupante é quando o funcionário já nem se preocupa em comentar que “o sistema está lento”, porque o capital de imagem que a empresa tem junto do funcionário já foi todo gasto. E aí nesse momento, não há wireless nenhum que venha salvar um negócio… 


Publicado em:

Opinião

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