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Portugal é o 10º país europeu onde o número de empregos no sector tecnológico mais cresce

Publicado em 30 Novembro 2017 por Ntech.news - Rui da Rocha Ferreira | 432 Visualizações

Tecnologia Portugal

Portugal tem estado no centro das atenções para quem gosta de tecnologia: o ecossistema de startups está a crescer, várias grandes empresas estão a estabelecer os seus centros tecnológicos em Portugal e o Web Summit é o exemplo mais conhecido de eventos de tecnologia que ajudam a espalhar a imagem de Portugal pelo mundo.

A empresa de investimento Atomico revelou o seu relatório anual sobre o estado tecnológico da Europa e há de facto indicadores que deixam Portugal bem posicionado. Por outro lado, o relatório também mostra que o ecossistema tecnológico português ainda é modesto quando comparado com outros países como Reino Unido, Alemanha ou França.

Do lado positivo destaque para o facto de Portugal ser o 10º país europeu onde o número de empregos no sector tecnológico mais cresceu no último ano: um aumento de 2,7%, segundo valores do relatório.

Lisboa também volta a figurar no top 10 dos centros de empreendedorismo europeus preferidos por fundadores europeus para começarem as suas empresas, ocupando a oitava posição. No entanto, Lisboa caiu três lugares em comparação com o ranking do ano passado, lista que é liderada pela cidade de Londres mesmo depois das notícias do Brexit.

O acesso a profissionais qualificados é a principal razão apontada pelos fundadores na hora de escolherem o local onde querem construir a sua empresa, de acordo com o relatório. Neste sentido, Portugal aparece na 21ª posição na lista de países com o maior número de programadores, sendo que atualmente existem 74,2 mil programadores em Portugal. O número acaba por representar uma quebra em relação ao ano passado, no qual havia registo de 75,6 mil programadores.

Alemanha, Reino Unido e França são os países com maior número de programadores, algo que depois acaba por se refletir nas cidades que também apresentam o maior número de developers: são Londres, Paris e Moscovo, por esta ordem, com Lisboa a ficar fora do top 20 nesta alínea de análise. Num outro ponto do estudo, o relatório da Atomico concluiu que um engenheiro de software em Lisboa ganha em média 32 mil dólares anuais, o equivalente a 27 mil euros.

Portugal é novamente referenciado a propósito da Universidade de Lisboa que integra o top 100 das organizações mais citadas em estudos relacionados com inteligência artificial, ocupando a penúltima posição da lista.

O estudo The State of European Tech revela por outro lado que ainda há margem para crescer em Portugal em termos de empreendedorismo tecnológico. Lisboa não consta, por exemplo, no top 20 dos ecossistemas empreendedores europeus que mais capital receberam de investimento em 2017 e Portugal ainda não consegue integrar a lista dos dez destinos europeus mais populares para empreendedores estrangeiros que se movem no ecossistema tecnológico europeu.

Em termos globais, o relatório mostra que fruto dos profissionais qualificados e da abertura relativamente a alguns novos tópicos – como a tecnologia de blockchain e as criptomoedas -, a Europa parece estar a encurtar a ‘distância’ tecnológica relativamente aos EUA.


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